O cenário político baiano ganhou novos contornos com a saída do ex-prefeito de Jaguaquara, Giuliano Martinelli, da base de apoio de ACM Neto. A decisão, anunciada recentemente, expõe fissuras dentro do grupo que o ex-candidato ao governo da Bahia tenta manter unido desde sua derrota nas urnas em 2022. A movimentação não é apenas local, ela simboliza o desgaste de Neto em regiões estratégicas do interior, onde sua influência já não tem o mesmo peso.
Martinelli, que por anos esteve alinhado ao projeto político de Neto, justificou sua saída apontando divergências e falta de diálogo. O rompimento ecoa como um sinal de alerta para o ex-prefeito de Salvador, que ainda busca se manter como liderança estadual. A perda de aliados em municípios médios e pequenos fragiliza sua capacidade de articulação e mostra que o discurso de renovação não convence mais como antes.
A crise se torna ainda mais evidente quando se observa que outros líderes regionais também têm demonstrado insatisfação. O estilo centralizador de ACM Neto, frequentemente criticado por adversários e até por aliados, parece ter cobrado seu preço. Em Jaguaquara, a saída de Martinelli abre espaço para novas alianças e rearranjos políticos que podem reduzir ainda mais o alcance do grupo carlista.
O episódio reforça a imagem de um líder em declínio, que tenta se manter relevante mas vê sua base se desfazer pouco a pouco. Se antes ACM Neto era visto como herdeiro natural de uma tradição política forte na Bahia, hoje enfrenta o desafio de provar que ainda tem fôlego para liderar. A deserção em Jaguaquara não é apenas um detalhe, é um sintoma de uma crise maior que ameaça corroer sua trajetória

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