A Polícia Federal também entrou no centro da polêmica. Relatórios da corporação mencionaram a ex-mulher de Toffoli, o que foi interpretado por parte dos ministros como uma investigação direcionada contra um magistrado com foro privilegiado. A crítica foi dura com integrantes do STF acusaram a PF de extrapolar suas funções ao investigar membros da Corte sem autorização judicial. Esse embate reforçou a necessidade de moderação política, já que a autonomia do Judiciário foi colocada em xeque diante da atuação de uma instituição policial.
Nos bastidores, a solução encontrada foi política. O ministro Flávio Dino sugeriu uma nota pública de apoio a Toffoli, acompanhada da redistribuição da relatoria, como forma de preservar a unidade da Corte. O gesto foi aceito, mesmo com oito votos favoráveis à permanência de Toffoli. A decisão mostrou que, mais do que argumentos jurídicos, prevaleceu a lógica da autopreservação institucional. A moderação, nesse caso, não foi apenas uma escolha, mas uma estratégia para evitar que o Supremo fosse visto como dividido em plena.
O episódio revela como a política permeia as decisões judiciais em momentos de tensão. A saída de Toffoli da relatoria não significa derrota pessoal, mas sim um recado de que o STF busca blindar sua imagem diante de ataques externos e internos. A moderação política, nesse contexto, surge como ferramenta de sobrevivência, mostrando que até mesmo os guardiões da Constituição precisam negociar para manter a estabilidade. O caso Master, mais do que um processo, tornou-se símbolo de como o poder se equilibra entre a lei e a política

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