A nova análise foi solicitada porque, na avaliação do MP, ainda existem questões técnicas que precisam ser esclarecidas. O objetivo é aprofundar a identificação da causa da morte e sanar dúvidas que permaneceram após o primeiro laudo, reforçando a coleta de provas no caso.
Paralelamente, o MP instaurou procedimento para analisar a atuação do delegado-geral da Polícia Civil, Ulisses Gabriel, durante a condução da investigação. A 40ª Promotoria de Justiça informou ter recebido questionamentos sobre o caso e irá avaliar a necessidade de eventuais medidas judiciais.
O caso
Orelha era conhecido por moradores e frequentadores da Praia Brava, onde vivia como cão comunitário. Em 4 de janeiro, foi encontrado com ferimentos graves e levado por populares a uma clínica veterinária, mas não resistiu. Perícia da Polícia Científica indicou que ele sofreu um impacto violento na cabeça, possivelmente causado por chute ou por um objeto rígido, como madeira ou garrafa.
A investigação da Polícia Civil apontou um adolescente como principal suspeito, com base na análise de imagens de câmeras de segurança e em inconsistências no depoimento sobre seu paradeiro e as roupas que usava no dia. O jovem voltou ao Brasil em 29 de janeiro após viagem aos Estados Unidos — deslocamento que, segundo a apuração, já estava programado antes do episódio. A polícia solicitou a apreensão do passaporte para impedir nova saída do país e pediu a internação provisória por ato infracional análogo a maus-tratos, medida que ainda depende de decisão judicial. A identidade e a idade não foram divulgadas, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente.

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