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Foto: Giuseppe Bizzarri |
Segundo o Executivo, o objetivo é aplicar punições mais justas e proporcionais para crimes de menor gravidade, reduzindo a superlotação carcerária e a reincidência criminal. Entre as alternativas previstas estão: restrição de direitos, prestação de serviços à comunidade, tornozeleira eletrônica, medidas cautelares e programas de atenção psicossocial.
O projeto também cria a Superintendência de Alternativas Penais, vinculada à Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), responsável por planejar e fiscalizar o cumprimento das medidas. Essa estrutura contará com a Central Integrada de Alternativas Penais (CIAP), formada por equipes de serviço social, psicologia e direito, que acompanharão os beneficiados antes e depois das audiências de custódia.
De acordo com o governo, a nova lei moderniza o sistema de penas alternativas já existente, fortalece práticas de justiça restaurativa e coloca a Bahia em sintonia com os modelos mais atuais de política penal no país.
A Proposta
A proposta institui oficialmente a política estadual e estabelece que ela será executada em cooperação com o Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública e órgãos da execução penal. Entre os mecanismos considerados como alternativas penais, destacam-se:
- Medidas cautelares diversas da prisão;
- Transação penal;
- Suspensão condicional do processo ou da pena;
- Penas restritivas de direitos;
- Acordo de não persecução penal;
- Medidas protetivas de urgência em casos de violência doméstica;
- Práticas de justiça restaurativa.
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