Flávio Bolsonaro dá cambalhota e culpa Lula pelo tarifaço


Flávio Bolsonaro voltou a ocupar os holofotes ao mudar radicalmente seu discurso sobre o aumento das tarifas imposto pelos Estados Unidos. Se antes o senador apontava o Supremo Tribunal Federal como responsável por todos os males econômicos, agora decidiu mirar em Lula. A guinada expõe não apenas incoerência, mas também a tentativa de transformar qualquer crise em munição contra o governo. O problema é que a narrativa não se sustenta diante dos fatos, o tarifaço é decisão unilateral de Donald Trump, e não resultado de políticas internas brasileiras.

Enquanto Flávio se perde em acusações, Lula tem buscado alternativas diplomáticas para reduzir os impactos da medida. O presidente reforçou que o Brasil não aceitará ser tratado como país de segunda categoria e já iniciou conversas para proteger setores estratégicos da economia. A postura firme contrasta com o discurso vazio da oposição, que prefere criar inimigos imaginários a enfrentar a realidade. Lula aposta em diálogo e negociação, enquanto Flávio aposta em manchetes fáceis.

A mudança repentina de narrativa revela um vício antigo da política, culpar o governo por tudo, mesmo quando a responsabilidade é externa. Ao tentar transformar o tarifaço em arma contra Lula, Flávio ignora que o trabalhador brasileiro é quem sente o peso da decisão norte-americana. O Senado, que deveria estar ao lado da população, segue distante, mais preocupado em desgastar o Executivo do que em propor soluções concretas. Essa postura fragiliza a confiança popular e reforça a ideia de que parte da classe política vive em um mundo paralelo.

No fim, o episódio escancara a diferença entre quem governa e quem apenas grita. Lula enfrenta o problema de frente, buscando alternativas e defendendo o país. Flávio Bolsonaro, por outro lado, prefere o caminho da contradição, trocando de culpados conforme a conveniência. O tarifaço é real, o impacto é sério, e o trabalhador precisa de respostas. O que não precisa é de discursos que mudam ao sabor do vento.

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