Do outro lado, ACM Neto parece optar por um silêncio calculado, mas que soa como ausência. O ex-prefeito de Salvador evita declarações contundentes, não se posiciona sobre temas que fervem no debate público e deixa lacunas que seus adversários preenchem com facilidade. Essa postura, que poderia ser lida como prudência, tem se transformado em munição contra ele, críticos apontam que o silêncio é, na prática, um sinal de fragilidade, incapaz de enfrentar o ritmo acelerado da política baiana. A falta de reação abre espaço para que Jerônimo se destaque ainda mais.
O contraste entre presença e ausência é o que alimenta a polarização. Enquanto Jerônimo Rodrigues se coloca como protagonista, ACM Neto parece se esconder atrás de uma estratégia que não dialoga com o momento. A Bahia, historicamente marcada por disputas intensas, assiste a um embate desigual, de um lado, um governador que fala, age e provoca; do outro, um opositor que se cala e deixa o campo livre. O resultado é um cenário em que o silêncio de Neto se torna escandaloso, e a voz de Jerônimo ecoa como a única narrativa capaz de mobilizar o eleitorado

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