Nos bastidores de Brasília, o caso provoca desconforto até entre aliados. O PL, partido que abriga Flávio, tenta se afastar da crise, mas não consegue esconder o constrangimento. O discurso anticorrupção, repetido à exaustão pela família Bolsonaro, perde força diante das suspeitas que cercam o senador. A narrativa de “nova política” se desmancha quando os mesmos vícios da velha política reaparecem, só que agora com sobrenome famoso e blindagem ideológica.
O Caso Master é mais do que um episódio isolado, é o retrato de um sistema que se alimenta da impunidade e da manipulação de poder. Flávio Bolsonaro, que já foi alvo de investigações sobre rachadinhas, volta a ser símbolo de um Brasil onde o dinheiro público é tratado como propriedade privada. A cada nova denúncia, o país se aproxima de uma verdade incômoda, a corrupção não tem partido, mas tem herdeiros. E o escândalo, como sempre, sobra para o contribuinte

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