Um episódio inusitado marcou a sessão da Câmara de Vereadores de Paulo Afonso na última segunda-feira, 27. Durante a fala da vereadora Evinha Oliveira, que mencionava relatos de suposta distribuição de “dinheiros fictícios” ligados a gabinetes parlamentares, o ex-servidor público “Irmão Antônio” interveio para esclarecer que a ação havia sido exclusivamente dele, e não de qualquer vereador.
“Quem lançou os dinheiros fictícios fui eu, porque representava a falta de pagamento dos servidores da Prefeitura de Paulo Afonso, que foram demitidos e até hoje não receberam”, afirmou Antônio.
Segundo ele, a iniciativa foi um ato de protesto simbólico contra a gestão municipal do prefeito Mário Galinho. Antônio destacou que não recebeu apoio de nenhum vereador e que age de forma autônoma para evitar interpretações políticas equivocadas, “não foi vereador que imprimiu, não foi vereador que portou, não foi vereador que me entregou. Eu assumo todos os meus atos e não tenho ligação a vereador nenhum da cidade.”
Ele relatou ainda que fez parte da Secretaria de Educação e que, apesar das declarações do prefeito de que todos os pagamentos já teriam sido realizados, continua sem receber. “O próprio prefeito falou que já tinha pago a todos da educação. O que é mentira, porque eu fiz parte da educação e não recebi.”
Antônio informou que há uma ação judicial em andamento sobre os salários atrasados e que já existe decisão favorável aos trabalhadores. O caso expõe a tensão entre funcionários demitidos e a administração municipal, além de levantar questionamentos sobre a transparência das informações oficiais.

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