A relatoria do caso no Supremo Tribunal Federal caiu nas mãos do ministro André Mendonça, indicado por Jair Bolsonaro. Sua atuação tem sido alvo de duras críticas, enquanto o magistrado se mostra ágil em decisões que favorecem narrativas bolsonaristas, evita aprofundar investigações que poderiam atingir políticos de direita e líderes religiosos da Igreja Lagoinha. Essa seletividade mina a credibilidade da Justiça e reforça a percepção de que o STF, em vez de proteger a Constituição, acaba servindo como escudo para determinados grupos.
Enquanto isso, a direita tenta transformar o caso em arma política, explorando a atuação de Mendonça para atacar adversários e desviar o foco das acusações que recaem sobre seus próprios aliados. O resultado é um cenário em que banqueiros e políticos se retroalimentam, o dinheiro financia campanhas, e os cargos públicos garantem proteção contra investigações. O eleitor, mais uma vez, é deixado de lado, assistindo a um espetáculo em que a democracia parece ser apenas um detalhe incômodo.
O Brasil de março de 2026 mostra que quem realmente manda não são os representantes eleitos, mas os donos do capital. Banqueiros como Vorcaro ditam as regras, enquanto políticos de direita e ministros complacentes como André Mendonça se encarregam de manter o jogo funcionando. A pergunta que fica é, até quando o país aceitará ser governado por uma elite financeira que transforma a política em balcão de negócios e a Justiça em instrumento de blindagem

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