O julgamento é conduzido sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes e presidência de Flávio Dino, contando ainda com a participação de Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. No primeiro dia, foram apresentadas as sustentações orais da Procuradoria-Geral da República, que pediu a condenação dos réus por homicídio qualificado, e das defesas, que buscaram a absolvição. O caso, que se arrasta há oito anos, ganha agora um desfecho esperado pela sociedade, que acompanha cada voto como um passo contra a impunidade.
A retomada do julgamento nesta quarta-feira marca o início da fase decisiva, com os ministros expondo seus posicionamentos. O relator Alexandre de Moraes abriu a votação, seguido pelos demais integrantes da Primeira Turma. A expectativa é que o Supremo dê uma resposta firme, reforçando o papel da Justiça na proteção da democracia e no combate às estruturas criminosas que tentam se infiltrar na política. A análise minuciosa do caso demonstra a seriedade com que o STF trata crimes que abalam a confiança institucional.
Independentemente do resultado final, o julgamento já representa um marco simbólico. O Supremo mostra disposição em enfrentar interesses poderosos e dar voz ao clamor popular por justiça. A decisão sobre os mandantes do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes não é apenas sobre punir culpados, mas também sobre reafirmar que a democracia brasileira não pode ser intimidada pela violência. O trabalho do STF, neste momento, fortalece a esperança de que crimes políticos não fiquem sem resposta e que o país avance na construção de uma sociedade mais justa e transparente

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