O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), estabeleceu fevereiro como prazo para definir a chapa majoritária que disputará as eleições de 2026. Em entrevista à Rádio Metropole, ele afirmou que o critério será a competitividade e a capacidade de manter a unidade do grupo, destacando que o objetivo central é garantir uma composição forte e coesa para enfrentar o pleito estadual. A disputa pelas duas vagas ao Senado é o ponto mais delicado, já que nomes como Jaques Wagner, Angelo Coronel e o ministro Rui Costa manifestaram interesse em concorrer.
Apesar da tensão natural em torno das candidaturas, Jerônimo tem reforçado que todas as pretensões são legítimas e que o diálogo será o caminho para a construção de consensos. O governador demonstra confiança na habilidade de seu grupo em encontrar soluções negociadas, evitando rupturas e fortalecendo a base governista. Essa postura reafirma sua imagem de articulador político, capaz de equilibrar interesses diversos sem perder de vista o projeto coletivo.
O cenário eleitoral também envolve a definição sobre a vice-governadoria, atualmente ocupada por Geraldo Júnior, que pode ser mantido na chapa. Jerônimo tem reiterado que não há pressa, mas sim responsabilidade em cada decisão, e que o processo será conduzido com serenidade para garantir a maior competitividade possível. Essa estratégia evidencia a preocupação do governador em alinhar forças políticas e sociais, consolidando uma chapa que represente a diversidade e a força do grupo governista.
Ao completar três anos de mandato, Jerônimo mostra que sabe administrar não apenas o Estado, mas também os bastidores da política. Sua capacidade de manter a base unida, mesmo diante de disputas internas, reforça a imagem de liderança sólida e pragmática. A tensão na base, longe de ser um problema, revela a vitalidade de um grupo político que se prepara para mais uma disputa eleitoral, com o governador no centro das articulações e segurando firmemente o fio da chapa majoritária.

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