Nos corredores abafados de Brasília, a chamada “minuta do golpe” deixou de ser apenas um documento apreendido para se tornar peça central de um enredo político que mistura conspiração, traição e cálculo frio de poder. O texto, encontrado na casa do ex-ministro da Justiça Anderson Torres, detalhava um plano para reverter o resultado das eleições de 2022, prender ministros do Supremo Tribunal Federal e instaurar um estado de exceção, um roteiro que, segundo investigações, teria sido lapidado por figuras próximas ao então presidente Jair Bolsonaro.
O Supremo, sob a batuta firme de Alexandre de Moraes, conduz audiências tensas, onde advogados tentam desviar o foco e réus medem cada palavra. Mas, a cada depoimento, a narrativa de um plano articulado para romper a ordem democrática ganha contornos mais nítidos.
Para o Governo Lula, o avanço das investigações tem efeito duplo, reforça a legitimidade do resultado eleitoral e expõe a fragilidade de um campo opositor que, acuado, perde coesão e discurso. Nos bastidores do Planalto, a leitura é clara, quanto mais se revelam os bastidores da minuta, mais se consolida a imagem de Lula como fiador da estabilidade institucional.
O caso segue em aberto, mas uma coisa já é certa, o roteiro do golpe, que pretendia reescrever a história recente do Brasil, acabou virando prova de que a democracia, quando pressionada, pode sair ainda mais fortalecida. E, no palco político de 2025, quem colhe os aplausos é o governo que resistiu à tempestade
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