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| Inagem da internet |
Governo recua após pressão popular e encerra polêmica sobre
cobrança em compras internacionais de pequeno valor.
O governo federal anunciou nesta terça-feira (12), em Brasília, o fim da chamada “taxa das blusinhas”, que previa a cobrança de imposto sobre compras internacionais de até 50 dólares. A medida, defendida inicialmente pelo Ministério da Fazenda como forma de equilibrar a concorrência com o comércio nacional, foi retirada após forte reação de consumidores, parlamentares e entidades do setor. O recuo foi confirmado pelo ministro Fernando Haddad, que admitiu que a proposta não encontrou apoio suficiente no Congresso e gerava desgaste político para o Palácio do Planalto.
A polêmica ganhou força nas últimas semanas, quando
plataformas como Shein, Shopee e AliExpress se tornaram alvo de debates
acalorados sobre tributação e impacto no varejo brasileiro. De um lado,
empresários nacionais alegavam concorrência desleal e perda de arrecadação; de
outro, consumidores denunciavam que a taxa atingiria diretamente famílias de
baixa renda, que recorrem a compras internacionais pela diferença de preço. A
pressão popular se refletiu em manifestações nas redes sociais e em discursos inflamados
no plenário da Câmara, obrigando o governo a rever sua estratégia.
Com o recuo, o Planalto tenta reduzir o desgaste político e
abrir espaço para novas negociações sobre a reforma tributária, considerada
prioridade para o segundo semestre. Especialistas avaliam que a decisão pode
fortalecer a imagem do governo junto ao eleitorado popular, mas também expõe
fragilidade na articulação com o Congresso. Agora, o desafio será encontrar
alternativas para equilibrar a arrecadação sem penalizar o consumidor, em um
cenário de inflação ainda pressionada e eleições municipais no horizonte.

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