Moradores de Paulo Afonso exigem explicações sobre medidas
emergenciais e acusam a gestão municipal de priorizar cargos e contratos em vez
de soluções reais para a falta d’água.
A paciência da população de Paulo Afonso chegou ao limite. Nos últimos dois dias, moradores se mobilizaram nas redes sociais para cobrar respostas da prefeitura sobre a crise hídrica que castiga a zona rural cidade. O decreto de emergência publicado pelo prefeito Mário Galinho, em 29 de julho, abriu espaço para contratações sem licitação, mas não trouxe garantias de que o abastecimento será normalizado. A indignação cresce porque, enquanto famílias enfrentam torneiras secas, gado morrendo, a administração municipal anuncia festa milionária.
Vídeos pipocam nas redes sociais denunciando a falta de água
para os animais. Um morador do Povoado Juá, onde mora o presidente da Câmara de
Vereadores local, Zé de Abel, no dia 05 de agosto relatou que, “são mais de dez
criadores e a situação é essa aqui. Não tem um pingo de água aqui, no coxo.”
Nas imagens o gado está magro e busca saciar a cede, mas não tem água para beber.
Uma tristeza que machuca o coração de quem vê.
O contraste entre discurso e prática alimenta a sensação de
abandono. Líderes comunitários afirmam que a prefeitura não apresentou um plano
estruturado para enfrentar a estiagem e que as medidas adotadas parecem mais
voltadas a sustentar a máquina política do que a resolver o problema da água. A
oposição na Câmara reforça as críticas e promete convocar audiência pública
para exigir transparência nos contratos emergenciais.
As consequências da crise vão além da falta d’água. Pequenos
produtores relatam perdas na lavoura e no rebanho, comerciantes veem queda nas
vendas e a população teme que a situação se prolongue sem soluções definitivas.
Enquanto isso, a pressão popular aumenta e deixa claro que Paulo Afonso não
aceita mais discursos, e exige respostas concretas e imediatas da gestão
municipal.

Postar um comentário