Debate na Band Bahia expõe fragilidade de ACM Neto diante de adversários


O primeiro debate televisivo para o governo da Bahia, realizado neste domingo (09/08/2026) pela TV Bandeirantes, reuniu Jerônimo Rodrigues (PT), Ronaldo Mansur (PSOL) e ACM Neto (União Brasil). Logo na abertura, uma cena simbólica marcou a transmissão, Jerônimo e Mansur fizeram o gesto do “L” em apoio ao presidente Lula, enquanto ACM Neto apareceu com um sorriso constrangido, sem aderir ao gesto. A imagem viralizou nas redes sociais acompanhada da frase “que inveja, eu também quero fazer o L”, reforçando a percepção de isolamento político do candidato da União Brasil.

Durante o debate, os candidatos discutiram temas como segurança pública e combate ao feminicídio. Jerônimo defendeu políticas preventivas desde a infância, enquanto Mansur cobrou delegacias especializadas funcionando 24 horas. ACM Neto tentou apresentar propostas de auxílio financeiro e repressão aos agressores, mas foi alvo de críticas diretas de Mansur, que o acusou de apoiar “o genocida”, em referência à sua proximidade com setores bolsonaristas. A acusação repercutiu entre os espectadores e ampliou a narrativa de que Neto representa uma ala política distante do eleitorado progressista baiano.

A combinação da cena inicial e das críticas recebidas consolidou uma noite difícil para ACM Neto. Enquanto Jerônimo e Mansur se mostraram firmes e conectados ao eleitorado, Neto foi visto como hesitante e sem identidade política clara. A repercussão negativa nas redes sociais ampliou o desgaste, deixando evidente que o debate da Band foi um terreno desfavorável para o candidato da União Brasil, que saiu enfraquecido e com sua imagem pública abalada.

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