Governador reage a ataques e cobra ética após confusão
envolvendo aliados de ACM Neto em Jerolândia
O governador Jerônimo Rodrigues (PT) pediu nesta terça-feira (29), em Salvador, uma “campanha limpa e sem baixarias” depois que o episódio conhecido como caso Jerolândia ganhou repercussão nacional. O incidente ocorreu no último fim de semana, quando apoiadores de ACM Neto (União Brasil), liderados por Carlos Muniz e Mariana Vasconcelos, foram acusados de promover tumultos e distribuir material apócrifo contra o governo estadual durante evento político na cidade de Jerolândia, no interior da Bahia. Jerônimo classificou o episódio como “um ataque à democracia e ao respeito entre adversários”, afirmando que não aceitará “mentiras e provocações” na disputa eleitoral.
O caso expôs o clima tenso da pré-campanha baiana. Segundo
relatos de moradores e vídeos que circulam nas redes sociais, houve
empurra-empurra e troca de ofensas entre militantes, o que levou a Polícia
Militar a intervir para dispersar o grupo. A confusão teria começado após a
chegada de um carro adesivado com slogans de ACM Neto, que foi cercado por
simpatizantes do PT. Em nota, o comando da PM informou que ninguém ficou ferido
e que o caso está sendo apurado. Jerônimo aproveitou o episódio para reforçar seu
discurso de pacificação, enquanto aliados do governador acusam a oposição de
tentar “plantar o caos” para desviar o foco das propostas.
Nos bastidores, o episódio acendeu o alerta no núcleo
político de ACM Neto, que tenta conter o desgaste causado pela repercussão
negativa. O governador, por sua vez, transformou o incidente em bandeira de
campanha, prometendo manter o debate em alto nível e “responder com trabalho e
resultados”. A repercussão do caso Jerolândia deve pautar os próximos dias da
corrida eleitoral, com o PT buscando consolidar a imagem de Jerônimo como líder
sereno e comprometido com a democracia, enquanto a oposição tenta se desvencilhar
da pecha de radicalismo que o episódio deixou no ar.

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