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O prefeito Mário Galinho apresentou em seu programa de governo a proposta de criar editais de participação popular, mecanismos que permitiriam aos cidadãos propor e votar em projetos prioritários para o município. A ideia, em teoria, representa um avanço democrático, fortalecendo a gestão participativa e dando voz direta à população nas decisões que impactam o dia a dia da cidade. No entanto, até agora, essa promessa permanece apenas no discurso.
A ausência de editais concretos levanta dúvidas sobre o
compromisso da atual administração com a transparência e a participação cidadã.
Sem esses instrumentos, a população continua limitada a acompanhar decisões
tomadas de cima para baixo, sem espaço real para influenciar políticas
públicas. O risco é que a proposta se torne mais uma peça de marketing
político, sem resultados práticos para a comunidade.
É preciso lembrar que a criação de editais não é apenas uma
questão burocrática, mas sim um passo fundamental para garantir que recursos
públicos sejam aplicados de acordo com as prioridades da sociedade. Ao não
implementar esse mecanismo, o prefeito deixa de cumprir uma promessa que
poderia transformar a relação entre governo e cidadãos, tornando-a mais
horizontal e democrática.
A cobrança, portanto, é legítima, e Mário Galinho deve dar
respostas claras sobre quando e como pretende colocar em prática os editais de
participação popular. A população não pode esperar indefinidamente por uma
promessa que, se cumprida, representaria um marco de transparência e engajamento
social. O tempo da campanha já passou; agora é hora de governar com
responsabilidade e cumprir o que foi prometido.

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