Ex-prefeito de Salvador tenta inovar com tecnologia, mas
vira alvo de memes e críticas
ACM Neto, ex-prefeito de Salvador e atual liderança da oposição na Bahia, virou manchete nesta quarta-feira (30) após utilizar ferramentas de inteligência artificial para produzir vídeos de apoio a aliados políticos. A iniciativa, lançada nos últimos dias em eventos de campanha, rapidamente se espalhou pelas redes sociais, mas não pelo motivo esperado, em vez de fortalecer sua imagem, Neto acabou virando meme e alvo de ironias. A estratégia, apresentada como inovação, foi recebida com desconfiança e críticas, levantando questionamentos sobre autenticidade e manipulação no processo eleitoral.
O uso da tecnologia, segundo aliados, buscava ampliar o
alcance das mensagens e modernizar a comunicação política. No entanto, os
vídeos gerados pela IA foram considerados artificiais e pouco convincentes,
provocando reação imediata do público. Nas redes sociais, internautas
ironizaram a iniciativa, comparando os conteúdos a propagandas engessadas e sem
emoção. Especialistas em comunicação apontam que a aposta de Neto expõe
fragilidade, em vez de aproximar o eleitor, reforça a ideia de distanciamento e
falta de espontaneidade.
O episódio ganha relevância em um momento em que a política
baiana vive intensa disputa entre governo e oposição. Enquanto Jerônimo
Rodrigues aposta em encontros presenciais e discursos voltados para a
cooperação institucional, ACM Neto tenta se reinventar com recursos digitais. A
escolha, porém, parece ter saído pela culatra. A repercussão negativa amplia a
pressão sobre sua campanha e abre espaço para adversários explorarem a
narrativa de que o ex-prefeito recorre a artifícios tecnológicos por não conseguir
mobilizar apoio real.
Agora, a expectativa é sobre os próximos passos da oposição.
Neto terá de decidir se mantém a estratégia digital ou se recua diante da
reação popular. Analistas avaliam que o episódio pode marcar sua imagem de
forma duradoura, transformando a tentativa de inovação em símbolo de
fragilidade política. O uso da inteligência artificial, que poderia ser um
diferencial, acabou se tornando munição para adversários e motivo de piada
entre eleitores.

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