Ex-prefeito enfrenta desgaste político e vê sua base fragmentada em meio às convenções partidárias na Bahia.
O cenário político baiano ganhou contornos dramáticos nos dias 21 e 22 de julho, quando ACM Neto, ex-prefeito de Salvador e principal nome do União Brasil no estado, foi alvo de críticas internas e externas durante reuniões partidárias em Salvador. O que deveria ser um momento de reafirmação da liderança acabou se transformando em um palco de cobranças e desconfiança. Deputados e aliados questionaram a condução das alianças e apontaram falhas na estratégia eleitoral, deixando claro que o império liberal construído por Neto já não tem a mesma solidez de outrora.
A crise se intensificou com a aproximação das eleições de
2026. Enquanto o governador Jerônimo Rodrigues consolida apoio popular e amplia
a base do PT, ACM Neto vê sua influência minguar diante de disputas internas e
da perda de espaço em regiões estratégicas. O desgaste é visível, antigos
aliados buscam alternativas, e parte da militância reclama da falta de
renovação no discurso liberal. Analistas políticos avaliam que o ex-prefeito
enfrenta o maior desafio de sua carreira, já que a imagem de gestor eficiente
não tem sido suficiente para conter a erosão de sua força política.
As consequências desse enfraquecimento podem ser profundas.
O União Brasil, partido que Neto ajudou a erguer, corre o risco de perder
protagonismo no estado e abrir espaço para novas lideranças. Nos próximos dias,
o ex-prefeito deve intensificar reuniões e tentar recompor sua base, mas o
clima é de incerteza. A Bahia, que já foi considerada território seguro para o
liberalismo, agora assiste ao avanço da esquerda e à fragilidade de um império
que parecia inabalável.

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