Rosemberg critica evento de ACM Neto sobre educação e questiona modelo privatista defendido pelo ex-prefeito


O evento “SOS Educação”, promovido nesta terça-feira pela Fundação Índigo, em Salvador, foi classificado pelo líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia, deputado Rosemberg Pinto (PT), como uma iniciativa eleitoreira de ACM Neto. Para o parlamentar, o legado educacional do ex-prefeito foi deixar Salvador com a pior taxa de alfabetização infantil entre as capitais brasileiras e um grande déficit de creches municipais.

“Agora ele promove um evento com o secretário de Educação de São Paulo, Renato Feder, e o ex-ministro da Educação Mendonça Filho, que reforça a defesa de um modelo privatista que está mais preocupado em transformar a educação em oportunidade de negócio do que em fortalecer a escola pública”. 

Segundo Rosemberg, o discurso é de modernização, mas o que se vê é a promoção de uma visão que abre espaço para interesses privados e trata a educação como mercado. 

Para o líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia, a aproximação entre ACM Neto e Feder evidencia a defesa de um modelo que prioriza soluções de gestão e maior participação da iniciativa privada. De acordo com o parlamentar, experiências adotadas por Feder em outros estados foram alvo de questionamentos e controvérsias, especialmente em relação ao uso de tecnologia e à condução de indicadores educacionais.

Rosemberg também contesta a ideia de que a digitalização das escolas represente, por si só, avanço pedagógico. Ele argumenta que diversos países europeus vêm revendo o uso intensivo de telas em sala de aula diante de estudos que apontam impactos sobre aprendizagem, atenção e convivência entre estudantes.

Outro ponto levantado pelo deputado diz respeito a programas que ampliam a participação do setor privado na educação. Segundo ele, iniciativas como o “Pé na Escola” e experiências semelhantes em outras localidades suscitam debates sobre controle social, aplicação de recursos públicos e prioridades de investimento na rede pública de ensino.

O parlamentar ainda afirma que ACM Neto precisa responder a críticas relacionadas à gestão educacional de Salvador, como problemas de infraestrutura, oferta de ensino em tempo integral e fornecimento de serviços básicos nas escolas. Para Rosemberg, antes de discutir novos modelos para a Bahia, é necessário avaliar os resultados obtidos na capital baiana e seus impactos sobre a qualidade da educação pública.

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