Apesar da demonstração de poder, Galinho passou o dia levando seus convidados a locais onde sua própria administração ainda não conseguiu dar respostas. Na Prainha, por exemplo, o cenário é de abandono, com a invasão das plantas baronesas afastando turistas e prejudicando a economia local. O prefeito aproveitou para cobrar ajuda dos parlamentares, mas a visita acabou evidenciando a fragilidade de sua gestão diante de problemas que se arrastam sem solução.
Outro ponto visitado foi o Hospital Universitário, obra do governo federal em parceria com o estadual. O empreendimento, que promete atender toda a região, foi usado como vitrine pelo prefeito, embora não seja fruto direto de sua administração. A estratégia de se associar a projetos de outras esferas de poder reforça a crítica de que Galinho busca capital político em iniciativas que não partem de sua gestão.
No discurso feito no Casquetinho, o prefeito pediu que seus apoiadores “não abaixem a cabeça” e afirmou que não foram eles que “destruíram” Paulo Afonso. A fala, no entanto, deixou lacunas, e faltou explicar como pretende reconstruir a cidade, já que seu mandato já ultrapassa um ano e três sem avanços significativos em áreas essenciais. A retórica de resistência não foi acompanhada de propostas concretas.
O evento, com clima de campanha antecipada, mostrou um prefeito mais preocupado em exibir força política do que em apresentar soluções reais para os problemas da população. Enquanto a base se fortalece em palanques e discursos, os moradores seguem convivendo com dificuldades cotidianas. A festa da “Turma do Galo” pode ter impressionado pela quantidade de apoiadores, mas escancarou a distância entre a propaganda e a realidade vivida nas ruas de Paulo Afonso

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