Ata de Registro de Preço vira alvo de denúncia explosiva em Paulo Afonso

 

Imagem da internet

vereador Jailson Oliveira, de Paulo Afonso, Bahia, fez uma denúncia contundente durante sessão na Câmara Municipal hoje (06). Segundo ele, a prefeitura estaria direcionando licitações por meio de Atas de Registro de Preços, favorecendo empresas de fora da cidade. O parlamentar afirmou que contratos milionários são firmados sem beneficiar o comércio local, o que, segundo ele, agrava a crise econômica e social enfrentada pela população.

Jailson destacou que a maioria dos contratos da administração municipal estaria sendo realizada por essa modalidade, o que, em sua visão, limita a participação de empresas locais. Ele relatou que comerciantes e empresários da cidade reclamam da falta de movimento e da dificuldade em manter seus negócios ativos, já que os recursos públicos não circulam na economia de Paulo Afonso. “Nosso povo sofre, o comércio está parado e o dinheiro vai todo para fora”, disse o vereador.

As Atas de Registro de Preços são instrumentos legais utilizados por prefeituras para garantir fornecimento contínuo de produtos ou serviços, sem necessidade de abrir nova licitação a cada demanda. No entanto, essa modalidade já foi alvo de contestações em diferentes municípios brasileiros. Em cidades como Fortaleza (CE) e Campinas (SP), por exemplo, houve questionamentos sobre possíveis direcionamentos e concentração de contratos em poucas empresas, levantando debates sobre transparência e competitividade.

O vereador questionou diretamente o prefeito Mário Galinho sobre quais medidas estão sendo adotadas para fomentar a economia local e reduzir os impactos da fome e do desemprego. Para ele, a dependência de empresas externas compromete o desenvolvimento da cidade e aumenta a vulnerabilidade das famílias mais pobres. “Estamos há quase um ano e meio cobrando iniciativas e até agora nada foi feito”, afirmou.

Encerrando sua fala, Jailson Oliveira reforçou que os valores envolvidos são altos e que a prefeitura estaria comprometendo cerca de R$ 1,5 milhão por mês em contratos. Ele pediu que a gestão municipal reveja sua postura e busque alternativas que fortaleçam o comércio local, garantindo que os recursos públicos possam gerar benefícios diretos para a população de Paulo Afonso.


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