Os preços da gasolina voltaram a subir em várias regiões do Brasil em março de 2026, mesmo sem reajuste oficial da Petrobras. O governo federal pediu investigação sobre possíveis práticas abusivas nos postos, enquanto novas tabelas de referência para cálculo do ICMS foram divulgadas pelo Confaz.
De acordo com a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), aumentos de até R$ 0,30 por litro na gasolina e R$ 0,80 no diesel foram registrados em diferentes estados. O órgão solicitou ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que investigue os repasses feitos pelos postos e possíveis irregularidades. A alta foi atribuída, em parte, ao aumento do preço internacional do petróleo após tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.
Paralelamente, o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) divulgou uma nova tabela de Preço Médio Ponderado ao Consumidor Final (PMPF), que serve de base para o cálculo do ICMS. Os valores entram em vigor a partir de 16 de março e impactam diretamente o preço final pago pelos consumidores. Essa medida busca uniformizar a cobrança de impostos, mas também pode contribuir para a percepção de aumento nos preços.
O aumento da gasolina tem efeito imediato sobre a inflação, já que encarece o transporte de mercadorias e serviços. Em cidades como Paulo Afonso, os consumidores sentem o peso no bolso e questionam a transparência dos reajustes. Embora a Petrobras tenha reduzido o preço de entrega há pouco mais de um mês, muitos postos não repassaram essa queda e agora aplicam aumentos. O governo promete intensificar a fiscalização, mas até que medidas concretas sejam tomadas, a população segue enfrentando preços elevados e instabilidade no abastecimento

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