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| Foto: PMPA |
A gigantomastia é considerada uma doença rara, marcada pelo crescimento acelerado e desproporcional das mamas. O problema pode estar ligado a fatores hormonais, genéticos ou à gestação e costuma provocar sérios prejuízos à qualidade de vida.
Entre as principais consequências relatadas estão dores intensas na coluna, pescoço e ombros, alterações posturais, surgimento de hérnias, dificuldade para executar tarefas simples do dia a dia, limitações para a prática de atividades físicas e impactos emocionais, como baixa autoestima, depressão e isolamento social.
A cirurgia redutora é o tratamento indicado nesses casos, porém o alto custo na rede particular e a dificuldade de acesso pelo sistema público sempre foram obstáculos para muitas pacientes.
Para garantir o atendimento gratuito, a ação foi organizada pela Prefeitura de Paulo Afonso, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, em parceria com o SUS nas esferas estadual e federal, além do Instituto Setes e do Hospital Núcleo Vida, unidade onde os procedimentos foram realizados nesta etapa inicial.
A seleção das pacientes priorizou os casos mais graves. Entre os relatos, Mislene Martins destacou o sofrimento causado pelo preconceito e pelos julgamentos constantes, inclusive vindos de outras mulheres. Já Camila Feitosa contou que a condição afetou diretamente sua experiência na maternidade, já que o volume das mamas representava risco de sufocamento para os filhos, impedindo a amamentação.
Segundo a Prefeitura, a primeira fase do mutirão foi concluída com êxito e novas informações sobre a triagem para as próximas etapas serão divulgadas em breve nos canais oficiais do município.

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