Família que vive de política se devora pelo poder



O que antes era vendido como uma fortaleza familiar contra o “sistema” agora se revela uma arena de gladiadores movidos por vaidade e ambição. A pré-candidatura de Flávio Bolsonaro ao Planalto expôs fissuras profundas entre irmãos e a ex-primeira-dama Michelle, que preferia ver Tarcísio de Freitas como nome da direitaEduardo, isolado nos Estados Unidos, acusa Michelle e Nikolas Ferreira de traição e “amnésia”, enquanto o centrão já demonstra preocupação com a instabilidade que mina a imagem de moderação que Flávio tenta construir.

A disputa não é apenas de narrativas, mas de sobrevivência política. Michelle, à frente do PL Mulher, ignora sistematicamente a candidatura de Flávio nas redes sociais, deixando claro que não pretende se engajar no projeto do filho mais velho de Jair Bolsonaro. Essa postura fragiliza a articulação do partido e expõe o quanto a família depende exclusivamente da política para se manter relevante, sem qualquer experiência fora dos gabinetes e cargos públicos.

Eduardo, que tenta preservar o espólio político herdado do pai, vê sua influência corroída pela falta de unidade. O deputado, que não pode concorrer neste pleito, aposta em ataques públicos para manter viva sua relevância, mas acaba reforçando a percepção de que o clã Bolsonaro é incapaz de se organizar sem Jair no comando. O resultado é um espetáculo de desunião que enfraquece a direita e abre espaço para adversários explorarem o desgaste.

No fundo, o racha revela a essência de uma família que nunca trabalhou fora da política e que depende do dinheiro público para sustentar sua vida de privilégios. Sem projetos consistentes, o clã se perde em disputas internas e expõe ao país que sua unidade era apenas fachada. O eleitor, que já começa a perceber a fragilidade dessa dinastia, assiste a um reality show de vaidades que ameaça implodir a própria base bolsonarista

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