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| Foto: Corpo de Bombeiros de Paulo Afonso |
O estudo mede o nível de preparo das cidades para a prevenção e o enfrentamento de desastres naturais, a partir da análise de 20 critérios distribuídos entre planejamento, articulação entre secretarias e execução de políticas públicas.
Realidade local
De acordo com o levantamento, Paulo Afonso é considerada um município com perfil de risco prioritário. Essa categoria reúne cidades mais vulneráveis a eventos como alagamentos, enxurradas e deslizamentos, o que, do ponto de vista técnico, demanda uma estrutura de resposta mais consistente por parte da administração pública.
Para avançar nas faixas do indicador, municípios classificados como prioritários precisam atender a um número mínimo de exigências técnicas. Conforme o relatório do MIDR, Paulo Afonso atendeu a apenas cinco dos 20 critérios avaliados. Para alcançar a Lista C, seria necessário o cumprimento de, no mínimo, seis itens. Com o desempenho atual, a cidade permanece na Lista D, definida pelo estudo como um estágio de gestão considerado embrionário ou inicial.
Comparação na Bahia
A análise estadual revela que grande parte dos principais centros urbanos da Bahia ainda enfrenta entraves na organização de suas estruturas de defesa civil. Dos 17 municípios com mais de 100 mil habitantes avaliados, apenas seis atingiram a classificação máxima, a Lista A: Alagoinhas, Barreiras, Camaçari, Ilhéus, Itabuna e Salvador.
Na outra extremidade do ranking, Paulo Afonso aparece na Lista D ao lado de Santo Antônio de Jesus. Entretanto, há uma distinção técnica relevante entre as duas cidades. Enquanto Santo Antônio de Jesus não é considerada de risco prioritário, Paulo Afonso possui esse perfil, o que impõe maior responsabilidade no cumprimento das diretrizes federais.
Cidades de porte semelhante, como Feira de Santana, Porto Seguro e Simões Filho, foram classificadas na Lista C, correspondente a um estágio intermediário inicial. Já municípios como Juazeiro e Vitória da Conquista alcançaram a Lista B.
Sobre o ICM
O Indicador de Capacidade Municipal vai além de um simples ranking. Trata-se de uma ferramenta de diagnóstico utilizada para direcionar investimentos e orientar a formulação de políticas públicas. O índice avalia a existência de instrumentos fundamentais, entre eles:
Planejamento e gestão: presença de Plano Diretor e legislação específica voltada à defesa civil;
Coordenação institucional: capacidade de integração entre diferentes setores da administração municipal;
Ações práticas: implementação de programas habitacionais em áreas de risco e realização de campanhas educativas junto à população.

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