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Afastamento por transtorno mental cresce quase 80% em dois anos no Brasil

Imagem: Freepik

Com o avanço dos casos de ansiedade e depressão, o número de trabalhadores afastados por transtornos mentais cresceu ao menos 79% em dois anos no Brasil. O dado consta em levantamento da Associação Nacional de Medicina do Trabalho (ANAMT), com base em informações do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), divulgado nesta terça-feira (27).

O total de licenças concedidas passou de 219,8 mil em 2023 para 393,6 mil em 2025, considerando dados até novembro, um aumento de 79,1% mesmo sem o fechamento de dezembro. Transtornos depressivos e ansiosos responderam por 86% dos afastamentos no período. As licenças por transtornos ansiosos subiram 92%, enquanto os afastamentos por episódios depressivos e transtorno depressivo recorrente cresceram 71%, chegando a 182.937 casos, o equivalente a um trabalhador afastado por depressão a cada três minutos.

Os afastamentos por burnout triplicaram no intervalo analisado, passando de 1.760 em 2023 para 6.985 em 2025. As mulheres concentraram 68% das licenças relacionadas a transtornos mentais, e a faixa etária com maior número de afastamentos foi a de 40 a 49 anos, com cerca de 125 mil registros, segundo o levantamento.

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