Correios precisam de R$ 8 bilhões extras e propõem demissão

Imagem: chatgpt

Os Correios ainda precisam captar R$ 8 bilhões até 2026 para fechar um plano financeiro considerado essencial pela direção da estatal. A informação foi confirmada pelo presidente da empresa, Emmanoel Rondon, durante entrevista coletiva realizada nesta segunda-feira (29).

Segundo Rondon, a empresa chegou a aprovar um financiamento de R$ 12 bilhões junto a bancos públicos e privados. Inicialmente, porém, a expectativa era levantar R$ 20 bilhões. A alternativa para alcançar esse valor integral, conforme explicou, envolveria taxas de juros elevadas, o que levou a estatal a optar por um montante menor, com condições que classificou como “mais adequadas para a necessidade da empresa”.

“Permanece a necessidade de conseguir R$ 8 bilhões”, afirmou o dirigente, ao destacar que o desafio financeiro ainda não foi totalmente superado.


Greve de funcionários e negociações em andamento

Os anúncios ocorrem em um momento de paralisação dos trabalhadores dos Correios. A greve teve início em 16 de dezembro, após a maioria dos sindicatos rejeitar a proposta de acordo coletivo válida para os anos de 2025 e 2026.

Na última sexta-feira (26), houve uma tentativa de conciliação mediada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), mas as partes não chegaram a um entendimento. Uma nova rodada de negociações está prevista para esta segunda-feira, às 14h, enquanto a decisão judicial sobre o impasse deve ser divulgada na terça-feira (30).


Plano de reestruturação prevê corte de gastos e venda de ativos

Paralelamente à busca por novos recursos, os Correios apresentaram um plano de reestruturação com foco na redução de despesas e na geração de caixa. A proposta prevê uma economia de até R$ 4,2 bilhões por ano.

Entre as principais ações está a implementação de um Plano de Demissão Voluntária (PDV), que pode resultar no desligamento de até 15 mil empregados. A previsão é que 10 mil saídas ocorram em 2026 e outras 5 mil em 2027. Com isso, a economia anual estimada pode chegar a R$ 2,1 bilhões, com impacto total a partir de 2028.

Além do PDV, a estatal também pretende vender imóveis que não são utilizados em suas operações. A expectativa é arrecadar cerca de R$ 1,5 bilhão com essas alienações, contribuindo para reduzir a necessidade de novos aportes financeiros.

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