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| Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil |
A decisão foi tomada a partir do cenário hidrológico considerado favorável. Embora o período chuvoso tenha começado com volumes abaixo da média histórica, os meses de novembro e dezembro registraram, de forma geral, a manutenção das chuvas e dos níveis dos reservatórios das usinas hidrelétricas em praticamente todo o país.
Segundo a Aneel, esse contexto garante maior segurança no fornecimento de energia e reduz a necessidade de acionamento das usinas termelétricas, que possuem custo de geração mais elevado.
“Em janeiro de 2026 não será necessário despachar as usinas termelétricas na mesma quantidade do mês anterior, o que evita a cobrança de custos adicionais na conta de energia do consumidor”, informou a agência.
Em dezembro, o consumidor já havia sentido uma redução parcial nos valores, com a mudança da bandeira vermelha patamar 1 para a amarela. Com isso, o custo adicional caiu de R$ 4,46 para R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos, antes da adoção da bandeira verde em janeiro.
O Ministério de Minas e Energia avaliou que a volta da bandeira verde reflete um cenário de segurança energética para o início de 2026, marcado pela menor dependência de termelétricas, que utilizam combustíveis fósseis e contribuem para a emissão de gases de efeito estufa. A pasta destacou ainda que, apesar do avanço de fontes renováveis como solar e eólica, a geração hidrelétrica segue como base do sistema elétrico nacional, sendo diretamente influenciada pelo regime de chuvas nas principais bacias hidrográficas.
Bandeira tarifária?
Criado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias da Aneel tem o objetivo de sinalizar mensalmente aos consumidores os custos variáveis da geração de energia no país. Quando a bandeira é verde, não há cobrança extra. Já nas bandeiras amarela e vermelha, a conta de luz sofre acréscimos conforme o consumo registrado.

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