Foi-se o tempo em que política pública só chegava até onde a BR cortava. Nas últimas semanas, o mapa da Bahia começou a ganhar setas para dentro, escolas sendo erguidas no pé da serra, estradas vicinais virando asfalto, internet aterrissando em comunidades onde nem o rádio pegava direito.
Para os pequenos produtores, a chegada de assistência técnica e crédito rural significa mais que números, é a chance de manter a família no campo. Nas escolas, novos laboratórios e bibliotecas digitais aproximam crianças de um futuro antes restrito à capital. No asfalto recém-colocado, ônibus escolares trocam o sacolejo na lama pela regularidade das aulas.
A estratégia também tem efeito político, prefeitos e lideranças comunitárias veem no pacote de investimentos um trunfo para redesenhar alianças e fortalecer a ideia de um governo que “fala olhando no olho”. Analistas afirmam que a interiorização pode diminuir desigualdades históricas, freando o êxodo para as grandes cidades e ampliando a base social de políticas públicas.
Com tratores, drones e programas sociais avançando em paralelo, a mensagem é clara, a Bahia não tem canto esquecido demais para ser ignorado. E, se depender do governo, as estradas esquecidas do mapa vão virar vias principais no projeto de futuro do Estado
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